quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Quem lê, viaja!

O engraçado de escrever um blog é que, depois de ver tantos casos de sucesso por aí na internet, você não deixa de ter uma certa esperançazinha de que pessoas leiam o que você escreve, e comentem, de preferência. Não de comentários do tipo "Ai, amigo, adorei!", mas mostrando que tenham lido. Quando eu tinha um flog era mais ou menos isso, mas lá ainda tem as fotos pra atrapalhar.

Só que o mais recorrente é que ninguém nem lê, a menos que seu post tenha 5 linhas. As pessoas sofrem de um mal que me desanima, porque é coisa séria: preguiça de ler. Pura e simplesmente isso. E não estamos falando de livros com mais de 500 páginas, como obras-primas como Grande Sertão: Veredas (624 páginas, na minha edição), mas de ler, coisa mais simples do mundo. E o que me assusta é como os meios de comunicação, ao invés de lutarem contra isso, cada vez mais se curvam a essa tendência sem vergonha. A Super Interessante, por exemplo, não tem reportagens com textos que dariam, sem os gráficos e imagens, mais que 5 páginas. Triste.

Achei um poema sem querer na net, de um aluno português de 14 anos, João André Soares. Não vou colocar tudo aqui, mas o verso final resume bem uma coisa: "Afinal, o livro é um amigo... o amigo...". Sempre disse que vejo meus livros como amigos meus, que por vez ou outra tenho o prazer de reencontrar, seja rapidamente, seja por um longo tempo. E ele está sempre lá, pronto pra te acompanhar, te entreter, te fazer pensar, rir, chorar. Como alguém pode ter preguiça disso? Talvez a culpa não seja da TV, nem do orkut, por mais que nós passemos mais tempo com eles do que com um monte de papel, mas de nós mesmos, e dos pais que não incentivam seus filhos, seja dando um livro ou dando um exemplo.

Uma vez, assistindo a Seinfeld, o Jerry me solta uma sobre as pessoas e seus livros, que ele não entende por que os queremos depois de lidos, como se fossem algum tipo de troféu na parede. Eu gosto pacas do seriado, ams isso foi uma besteira sem tamanho. E uso meu exemplo pessoal, meu "melhor amigo". Quem nunca leu, tem que ler. Quem já leu, precisa ler de novo. E isso vem de quem o fez 4 vezes, e uma delas em inglês. A mágica nunca o deixou, e cada vez se mostra de forma diferente, como se mostrou para minha mãe, se mostrou para minha prima e para uma aluna minha. Todos lemos a mesma edição. Me despeço deixando vocês (?) com ele, se é que alguém ainda está aqui, lendo até o fim.






6 comentários:

Isabelle disse...

É... acho que preciso reler o pequeno príncipe. Não que o livro tenha perdido a mágica, talvez eu mesma tenha endurecido. É sempre bom receber conselhos sábios, Pimp.
Um beijo

Mariana disse...

E eu que achei que fosse encontrar leitores compulsivos na faculdade. Nem os futuros jornalistas amam mais os livros. É triste.
Saudades do Pequeno Príncipe..

Beijos para vc, Teacher Paulo

Carolina Zanata disse...

Ai, amigo, adorei!

Thais disse...

Ai, miguxooooooooo! Ameeeeei também! kkk
Adoro o Pequeno Príncipe e as pessoas me conhecem como "a chatonilda infantil que pesa com um livro de criança"... Antes dele veio muita coisa e comentávamos na aula de inglês de sexta sobre isso... As pessoas não sabem escrever pq não lêem... Perderam o senso crítico das coisas pq não lêem... Não pensam pq não lêem... Se um dia eu encontrar a versão em francês dele, é tua! rs...

Lívia disse...

Bom, eu sou traça de livraria, biblioteca, banca...adoro um livro, um papelzinho...e acho que O Pequeno Príncipe é daqueles livros que você precisa ler sempre, porque a cada vez que se lê, ele ganha um sentido diferente.
E podem me chamar de miss, que eu não ligo. Banalizaram o menininho, fazer o quê?

Neimar Alves Guerra disse...

E ai Paulo! Beleza???
Através do seu MSN conheci seu blog e fiquei curioso para ler.
Achei este post muito legal pois "O Pequeno Principe" foi o primeiro livro que li na infância e através dele tomei gosto pela leitura.
Sei que este post é antigo mas tinha que comentar.
Vou continuar acompanhando.