segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Teu cu!

"A gente topa tudo
Sapatão a bigodudo
Na hora do piriri
Cai ni min ô travesti"

-- só porque a Babi adorou o Bonde do Rolê, e rima. Mas é Solta o Frango.

* * *

Seguinte, essa é pra quem eventualmente já tiver descarregado meu iPod. São mais ou menos os "comandos", assim que abrir o iTunes. Até sugiro limpar a biblioteca, pra garantir que a coisa vai dar certo, e organizar por artistas.

* W > E > E > ir até o nono álbum (atenção aos EPs, discos com faixa bônus e tal) > faixa 9
-- atenção ao 3º verso do refrão.

* B > A > R > enter, sem medo de ser feliz
-- 3º verso do refrão poderia, será, ser uma pergunta?

* B > I > D > ir até o quarto álbum > faixa 10
-- preciso explicar? E vale pra AGORA!

* P > E > A > No Code > "Sorria, meu bem, sorria!"
-- o primeiro verso do refrão, que é também o terceiro, resume essa segunda-feira.

(tá, falei) [2]

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Scooby Doo, where are you?


Porque às vezes não dá vontade de colocar texto. Flog também é cultura, e o Mackenzie finalmente começou a me dar a "vida universitária" que a USP não deu.

Alguém sabe quando é o Bota Fora do primeiro semestre?

domingo, 16 de novembro de 2008

Pavão ou Gato?

Depois de rir horrores ontem, eu descobri que estava certo: são os pavões, não os gatos no cio! hahahaha

http://encarta.msn.com/encnet/refpages/RefMedia.aspx?refid=461538253


(não fez sentido? Vem aqui em casa um dia de noite que eu mostro, mas ouve o áudio no link antes)

* * *

Post em homenagem à Fabi e aos "gatos" dela, que miavam do lado errado do carro.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Todo mundo mesmo.

Ontem tive a chance e o prazer de ver isso ao vivo, ao lado de ótimas companhias, inclusive a que eu sempre tinha imaginado para titio Stipe & cia. O show, ótimo, mas eles têm uma música que é... não sei, acho que inexplicavelmente dolorosa, sofrida e linda. E me fez pensar, pensar, pensar. Acho que isso é o que eu mais tenho feito ultimamente.

Pelo menos pensei que tive uma noite quase perfeita, e que ri por rir, gostoso mesmo, como há tanto tempo não fazia. Isso faz bem, mas eu poderia ter tido mais do que duas horas de sono. Por isso mesmo, vou pra cama. Boa noite (às 12h31).

* * *


When your day is long and the night, the night is yours alone,
When you're sure you've had enough of this life, well hang on
Don't let yourself go, 'cause everybody cries n everybody hurts sometimes

Sometimes everything is wrong. Now it's time to sing along
When your day is night alone, (hold on, hold on)
If you feel like letting go, (hold on)
If you think you've had too much of this life, well hang on

'Cause everybody hurts. Take comfort in your friends
Everybody hurts. Don't throw your hand. Oh, no. Don't throw your hand
If you feel like you're alone, no, no, no, you are not alone

If you're on your own in this life, the days and nights are long,
When you think you've had too much of this life to hang on

Well, everybody hurts sometimes,
Everybody cries. And everybody hurts sometimes
And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on
Hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts. You are not alone

-- Everybody Hurts, a jóia do R.E.M.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Posso deixar de ser presidente agora?


WASHINGTON, D.C. — Em conferência com a imprensa, essa manhã, no gramado da Casa Branca, o Presidente Goerge W. Bush formalmente perguntou aos jornalistas presentes e membros do seu gabinete se, em virtude do resultado das eleições, ele poderia deixar de ser o Presidente. "Acabou, certo? Posso parar de ser presidente agora?" disse Bush depois de se aproximar do palanque a passos largos, usando um boné do seriado Texas Ranger e uma camisa de flanela, levando consigo uma mala aparentemente pronta para viagem, para surpresa dos presentes. "Vamos apenas dizer que, por hora, já 'deu'. Acabou a presidência." Quando informado por David Broder, reporter do jornal Washington Post, que seu mandato continuaria até o começo de janeiro, Bush olhou para ele como que espantado, suspirou e, de cabeça baixa e os ombros encolhidos numa postura de derrota, entrou em silêncio na Casa Branca, murmurando algo como "Mais dois meses...".

* * *

Ah, se isso fosse de verdade e pudesse acontecer... mas será Obama esse Jesus Cristo que o mundo espera? Aqui, no Brasil, o Lula não foi. Mas tem gente que nem sabe disso, porque acompanha lá fora e se esquece da própria casa. Vergonhoso.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Post-it

"But I'm fractured from the fall
And I wanna go home
I'm fractured from the fall
And I wanna go home"

-- Two, de Ryan Adams, acabou de tocar aqui.

* * *

A gente sabe das coisas mesmo antes de fazer, e hoje comprovei que tirar post-it colorido pode ser mais doloroso do que tirar band-aid do joelho.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Inconveniência

"Yes, 'n' how many times can a man turn his head,
And Pretend that he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind."

-- Blowin' In The Wind valeu uma indicação ao Nobel de Literatura para Bob Dylan, o "poeta do rock".

* * *

Desde pequeno, tudo que me cai nas mãos e tem letras, eu leio. Passo atrás de alguém no computador, eu leio, sem querer, mas leio. Bula de remédio, manual de instruções, eu leio. Dirigindo, com livro no colo, ou placas, eu leio, e bato o carro. Bêbado, numa festa, com A Revolução dos Bichos em pocket, no meu bolso, sentei e comecei a ler. Clássicos, modernices, consagrados, subestimados, poesia, prosa, porcarias, ténicos, eu leio.

Daí vêm os blogs, e eu começo a ler os outros, amigos ou não. Eu vou lá, (re)começo o meu, recebo elogios, mas falta alguma coisa. Leio outros, escrevo mais, e continua faltando. E me vem aquela inquietação, um não sei o quê incômodo. Gosto cada vez mais do que os outros escrevem, e me anima saber que tanta gente escreve tão bem e, infelizmente, nunca vai ser publicado, porque o mundo não funciona mais assim. Tanto posts mais poéticos quanto os mais revoltados, tudo me agrada, e me incomoda.

Não é que quero o lirismo comedido, bem-comportado ou que não é libertação, nem busco o lirismo dos loucos, difícil, dos bêbados (esse quem sabe). Só queria poder ler o que escrevo e gostar mais, achar menos pedante, menos hipócrita, menos bobo. Parece que fica entre o deboche e o sério, quase uma coisa de auto-ajuda, não chega à irônia que eu quero, mas não é tão maçante assim. Consigo chegar a algum lugar?

Entre uma divagação e outra, esse post que vai me render mais um incômodo, eu volto, frustrado, para os meus livros que têm, cada vez menos, esse lirismo que Bandeira quer e, mais importante, tem.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Daslu

Eu ia postar sobre as eleições, mas esse texto merece ir na íntegra. Essa é nossa classe média e alta. Será que agora consigo pessoas pra me ajudar a colocar bombas na loja - com as consumidoras dentro dela?

A parte em negrito é grifo meu, e me fez ficar com vontade de achar essa mulher, amarrar a condenada num poste e queimar todas as bolsas e sapatos dela na frente dela.

* * *

Em dia de eleição no Brasil, patricinha paulistana elege Daslu e fica na fila de bazar

PAULO SAMPAIO

DA REPORTAGEM LOCAL

Um dos eleitorados mais fiéis de São Paulo esperou ontem até três horas em uma fila cheia de curvas para "dar seu voto" ao bazar da butique Daslu, inaugurado em um galpão da Vila Olímpia (zona sul) e com descontos de até 90% nas grifes.
Entre as 11h e as 15h30 -quando o repórter precisou sair para votar-, o bazar recebeu cerca de 1.200 pessoas.
Patricinhas levemente coradas (depois de aplicar o "bronzing powder, da MAC"), cabelos esvoaçantes e bolsas gigantes contavam que seus candidatos eram Alckmin e Kassab, nessa ordem -mas ambos perdiam de longe, nas conversas, para nomes como Chloé, Valentino e Tod's.
Marta, freguesa das grifes, era pouco -ou quase nada- votada ali: "Eu conheço a vida pregressa dela. O povo não sabe história do Brasil", disse, enigmaticamente, a empresária Ruth, 54.
A advogada Carolina Paione, 32, explicou seu voto para Kassab: "Tenho que garantir o emprego do meu marido, que é advogado na Subprefeitura de Cidade Ademar (zona sul). Eu garanto o emprego dele, e ele garante as minhas compras na Daslu".
Houve vaia para os eventuais furões de fila, aplausos quando entravam dez de uma vez e frustração por parte de quem não achava "uma peça que justificasse tanta espera".
Como a maioria das moças ali, a administradora de empresas Carol Viegas, 31, disse que não enfrentou fila para votar, mas se assustou com a espera de até duas horas para pagar. "Peguei três blusinhas "furrecas", ainda por cima da estação passada, e, quando olhei para a fila, larguei tudo lá. Pode pôr aí: maior "mico"."
De repente, próximo à porta de entrada, vaia: "Uuuuu!". Um rapaz tentou furar a fila. "A mulher dele está lá dentro, grávida!", apelam as cunhadas de Hali, dizendo que ele é judeu ortodoxo inglês e está pela primeira vez no Brasil.
"E daííííí?", grita a turba, agora duplamente corada.
Na fila, mulheres enfiavam o rosto nas sacolas das que saíam, perguntando "Valeu a pena?". "Olha, esquece as bolsas, não tem mais!", diziam as que vinham de dentro.
Uma funcionária da butique passou servindo garrafinhas de água, que, depois de consumidas, eram jogadas no chão. Dentro da loja, mulheres desbaratadas catavam ansiosamente peças pelo chão.
Nos provadores gigantes, muitas corriam peladas, arremessando longe o que não servia, como se estivessem em uma gincana nudista.
Depois de três horas e meia acompanhando o "happening", o repórter saiu para votar. Levou 1 min 40 s.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

beijomeliga

"Quem sabe um dia desses
S
ua auto-estima baixa
Nossas agendas batem
E a gente se encaixa"

-- o Ultraje a Rigor dá a fórmula do que eu sinto hoje em Me Dá Um Olá.

* * *

Notícia bombástica que me deixou animado logo pela manhã, mesmo acordando cedo! Será que agora você me liga? Tô te esperando, gata. Facinho, facinho.

* * *

25/09/2008 08:59

Natalie Portman termina namoro

Atriz rompeu seu relacionamento com o roqueiro Devendra Banhart [LOSER - grifo meu]

A atriz Natalie Portman está solteira novamente. De acordo com o site da revista “People”, ela terminou o namoro com o roqueiro Devendra Banhart. Os dois se conheceram no mês de março durante as filmagens do clipe “Carmensita”, que contou com a participação da atriz.

O romance veio à tona depois que Portman e Banhart foram flagrados aos beijos pelas ruas de Nova York e durante um jantar romântico no restaurante japonês Jewel Bako.

“Eles ficaram juntos logo depois das filmagens do clipe”, disse uma fonte próxima a atriz na época do affair.

A publicação não informou o motivo do término.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

"the horror! the horror!"

"Out for summer
Out 'til fall
We might not come back at all"

-- Alice Cooper, em School's Out. Mas amanhã eu volto.

* * *

Noite mal dormida. Nervosismo, cabeça distraída. Borboletas no estômago, dor de barriga. O toque do papel incomoda, a caneta não se ajeita na mão, a tinta dá de querer falhar. tic tic tic Burburinho, falatório, shhhhh! A vista turva, olhos voltados aos céus, tira os óculos que começam a incomodar, a cadeira é desconfortável. Não sei nada, fudeu! tic tic tic Calma, respira, lê direito. Tem tempo, pára, pensa. Ah, isso eu sei. Tá, essa aqui eu acho que também. tic tic tic Escreve, escreve, mão suada, enxuga, escreve, escreve. Falta quanto tempo? Escreve, escreve, mão dói, escreve, caneta falha, caralho!, escreve. Risada, piada. tic tic tic Olha pra um lado, pro outro. Gente compenetrada, gente com cara de desespero, gente te olhando de volta. Olho na prova. Escreve, escreve, escreve. Ah, essa tá boa, beleza. Olha pro lado, olho na prova, olha o relógio. tic tic tic Mais 10 minutos pessoal. Quê? Dez minutos? Putaquepariufudeunãotônemnametadedessaporra. tic tic tic escreve escreve escreve escreve escreve escreve mão suada escreve escreve mão dói escreve escreve escreve. tic tic tic Vamos entregando, pessoal. Vaisefudereficaquieto! tic tic tic escreve escreve escreve Deu o tempo. escreve escreve tic tic tic Ah, vai assim mesmo, acabei. Foda-se. Foi bem? Sei lá, acho que sim.

"- E aí, vamos pro bar agora?"

Essa frase é a que mais faz sentido na noite, quando eu me lembrei do que é ser estudante e ter que fazer uma prova na faculdade. Acho que era disso que o Kurtz tava falando.