domingo, 13 de janeiro de 2008

"Ilhas Desconhecidas"

Qualquer um que goste de viajar vai gostar do texto, bastante relevante. Pra mim, pra você, pra todo mundo - e se for mochileiro, ainda que em espírito, mais ainda. Pra CouchSurfers também.

E me dá uma vontade desgraçada...

* * *

CONTARDO CALLIGARIS - 29/11/2007

Ilhas desconhecidas
O amor e a viagem nos fazem descobrir que há algo, em nós, que não conhecíamos até então

QUANDO ERA criança, um senhor canadense, Mr. Evans, foi contratado por meus pais para "treinar" meu inglês. O método de Mr. Evans consistia em narrar grandes eventos da História (com H maiúsculo) como se ele tivesse sido uma testemunha ocular. Conseqüência: há detalhes íntimos de várias cenas famosas que não sei mais se são fatos ou fantasias de Mr. Evans.Uma fonte de inspiração de Mr. Evans era a expedição de Lewis e Clark, que, entre 1804 e 1806, abriu o caminho do Oeste americano. Segundo Mr. Evans, em 7 de abril de 1805, deixando Fort Mandan para se aventurar no território desconhecido das grandes planícies, Lewis, pensativo, teria dito a George Gibson (o melhor atirador da expedição): "New land, George" (uma nova terra, George). Nunca pude confirmar a veracidade da dita conversa. Mas essa frase, aparentemente trivial, foi incorporada no meu léxico familiar. A cada vez que, numa viagem de férias, saíamos do país, meu irmão e eu não parávamos de repetir: "New land, George". Ainda hoje, quando chego num lugar desconhecido, penso em Lewis e Gibson. Mais tarde, meu irmão e eu passamos a usar a mesma expressão quando - numa festa, por exemplo - avistávamos mulheres que despertavam nosso interesse. Um dos dois, invariavelmente, levantava a mão espalmada, como se quisesse proteger os olhos do sol, e dizia: "New land, George". Na literatura, não é raro que um corpo amado e desejado seja comparado à paisagem de terras incógnitas. John Donne, num de seus mais lindos poemas (do século 17), chamou sua amada de "minha América, minha terra recém-descoberta". De fato, há mesmo uma relação entre o amor e a verdadeira viagem. Vamos ver qual. De vez em quando, tenho vontade de viajar. O que chamo de viajar não tem muito a ver com viagens de férias. Tampouco significa necessariamente desbravar terras virgens. Encontrei a melhor definição do que é viajar numa maravilhosa e breve fábula de José Saramago, que acaba de ser publicada, "O Conto da Ilha Desconhecida" (Companhia das Letras). O protagonista explica assim seu desejo: "Quero encontrar a ilha desconhecida. Quero saber quem eu sou quando nela estiver". Viajar é isto: deslocar-se para um lugar onde possamos descobrir que há, em nós, algo que não conhecíamos até então. Sem estragar o prazer dos leitores, só direi que, no fim da fábula de Saramago, talvez o protagonista não encontre sua ilha, mas ele encontra uma mulher. A moral da história é incerta, entre duas leituras opostas. Primeira leitura: quem casa não viaja (a não ser de férias); casar-se é desistir de viajar. É o que pensam, com freqüência, homens e mulheres casados. E é também o que os leva, às vezes, a se separarem. Quando achamos que o outro nos impede de viajar, ou seja, que ele nos priva da aventura de descobrir o que poderia haver de diferente em nós, o casal se torna nosso inimigo. Claro, na maioria dos casos, acusamos o casal de uma inércia que é só nossa. Exemplo: anos atrás, na França, um amigo se interessava pelas pessoas que desaparecem sem razão aparente e refazem sua vida alhures, sob outro nome, como se tivessem sido vítimas de uma amnésia repentina. Em todos os casos em que meu amigo conseguira entrevistar esses "desaparecidos", os mesmos constatavam que, depois de seu sumiço, em poucos anos, eles tinham reconstruído uma situação de vida parecida com aquela que tinha motivado sua fuga. Segunda leitura: o protagonista descobre que a mulher ao seu lado é a própria ilha desconhecida que ele procurava e que a verdadeira viagem é o encontro com um outro amado. Faz todo sentido, pois o amor e a viagem, em princípio, têm isto em comum: ambos nos fazem descobrir em nós algo que não estava lá antes. O outro amado nos transforma. Tanto quanto a chegada numa terra incógnita, ele nos revela algo inesperado em nós. Por isso, aliás, o viajante e o amante podem esbarrar em problemas análogos: às vezes, ao sermos transformados pela viagem ou pelo amor, não gostamos do que encontramos, não gostamos dos efeitos em nós do amor ou da viagem. Essa é, em geral, a única razão séria para se separar ou para voltar da viagem. Moral dessa coluna (e talvez da fábula de Saramago): os outros não são nenhum inferno, são uma viagem. Agora, para amar, como para viajar, é preciso ter determinação e coragem.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Ano Novo ...

... velhas histórias. Mas, esse ano, eu me peguei fazendo daquelas "retrospectivas" do ano e cheguei a uma conclusão: 2007 foi um ano difícil. Bom, claro, mas foi difícil. Aliás, quando não o é?

Mas, ao invés de escrever um monte de coisas sobre o que passou, pensei em duas listinhas - uma delas é um Top 5, claro.

* Certezas Tiradas da Vida *

1. 'muSSarela' está errado. É 'muÇarela'
2. "Come On Feel The Noise" não é do Slade, mas sim do Quiet Riot
3. a banda INXS não se pronuncia com o /i/ de "I go to school", mas sim com o /i/ de "in", e a idéia é "in excess"

* Top 5 - Discos Mais Legais de 2007 *
(não que eles tenham sido gravados no ano)

1. Ryan Adams - Gold
2. The Killers - Sam's Town
3. Pearl Jam - Pearl Jam
4. Wolfmother - Wolfmother
5. Bidê ou Balde - Se Sexo É o que Importa, Só o Rock É Sobre o Amor

Agora, algumas pessoas sempre vêm com aquelas coisas de resoluções de ano novo, mas eu percebi ano passado que o lance é pensar em poucas coisas e fazíveis, de verdade. Nada de "emprego novo" ou "arrumar namorada". No ano que passou, consegui fazer 2 das 3 promessas que me fiz - em 1 delas, falhei miseravelmente, e pro bem. Isso incluiu nunca mais choramingar por não ter visto o Pearl Jam, da forma mais direta, mas nem por isso simples: fui à Europa e os vi, chorei e cantei.

Pra 2008? Só tenho umas 2 coisas em mente, e provavelmente vou pensar numa terceira, mas essa pode esperar, e ela virá, ou não. Se forem 2 e eu conseguir, tá ótimo, porque são coisas importantes. É bom a gente saber sempre onde pisa, e se PODE pisar lá. Eu acho que sim, mas vamos ver.

De resto? Um ótimo ano pra nós todos, sempre melhor ou pelo menos igual ao que passou. Se der, um pouco mais fácil. A vida não o é, mas eu não reclamaria.


PS: vale ressaltar que o disco Make Some Noise, aquele da Anistia Internacional por Darfur, merece lugar de destaque. Nunca o ouvi, mas o filho da puta travou meu SoulSeek e acabou com a alegria da criançada.

sábado, 29 de dezembro de 2007

"Old Love Rusts Not"

"My Dearest Allie. I couldn't sleep last night because I know that it's over between us. I'm not bitter anymore, because I know that what we had was real. And if in some distant place in the future we see each other in our new lives, I'll smile at you with joy and remember how we spent the summer beneath the trees, learning from each other and growing in love. The best love is the kind that awakens the soul and makes us reach for more, that plants a fire in our hearts and brings peace to our minds, and that's what you've given me. That's what I hope to give to you forever. I love you. I'll be seeing you. Noah"

* * *

It's no secret to anyone that I cry in movies. I mean, if you know me a bit beyond the 23-year-old kid who's always trying to crack jokes, saying something stupid or even swearing with a cheesy smile, you should know that I can cry reading a book, listening to a song or, especially, watching a movie. Not thanks to my father's influence, I must say.

But lately I've watched three movies which sent me straight to what a good friend once wrote, about how lovely it is to see old people who are still in love. The movies were "El Hijo de la Novia" (The Son of the Bride), "Elsa y Fred" (Elsa & Fred) and "The Notebook", and I have a feeling from now on they are to be called "Old Love Triology", but "old" being a hell of a good word. It is, indeed, beautiful to see how some people can resist time, and even though clearly their bodies and their minds can't, their love can. Funny enough, such movies also made me think of a quote I once read in a book, which I keep in the same place I put it 6 years ago. The sentence, which entitles this post, is a German proverb, and is very true in the the first and the last movies, since "Elsa y Fred" show how older people, those who are supposed to be "done", can still fall in love.

More important it was, for me, to see how ever lasting a relationship can be, despite all adversities. Not even memory - or its lack of - can prevent one from fulflling his beloved's dream or even from recognizing the person for whom one has once fallen and has never stood back up. Billie Holiday sings in "I'll Be Seeing You" about "all the old familiar places / That this heart of mine embraces / All day through", and she couldn't be more correct, especially because for those who love and manage to make such a feeling last for that all places, be it the place where they met, be it any summer morning. And, of course, that makes me think that I want to be that one, not to mention the smile it puts on my face every time I spot a couple who could clearly be my grandparents; and even though I nearly threw up seeing Tarcísio Meira kissing Sônia Braga on TV (ugh!) I feel jealous when I see such couple live.

In fact, more often than not, I've found myself having lunch with my grandma, picturing what it would be like if my own grandpa was alive, even though I've never met him - he died long before I was born. I guess they'd be a cute couple, but my grandma wouldn't be as good mooded as she is. I suppose this is because once I heard a movie line, I'd say, in which the guy told the girl she was someone he'd like to grow old with, and that sounded so true that somehow it became a "rule of the thumb" to me. Not a rule, ok, but the way he - and whoever he is - put it just seemed... right.

There's another quote which comes to my head now, and it's more appropriate than ever - "For those who love, time is not", by Henry Van Dyke. We are so used to seeing young couples falling in love (and Hollywood loves to show that, indeed!) that sometimes we fail to see ahead of us, and sometimes that is even more important, because once you know where - or WHEN - you want to get, you find your way. Maybe not easily, but eventually you do.

* * *

This post was in English because some people just HAD to be able to read it. E um dia eu até faço a tradução dele, mas dá preguiça. =P

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Trote

* triiiiiim triiiiiim*

- Alô?
- É do Corinthians? Eu queria falar com o Dualib, por favor.
- Ah, s-

* tu tu tu tu tu tu*

- Ih, caiu!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Demotivators

Site bem interessante, e engraçado, esse aqui - http://www.despair.com/viewall.html. Tem umas coisas bem engraçadas, porque no fundo um monte delas são certas, ainda mais se você pensar em como elas têm um quê de auto-ajuda e coisas do tipo. Fazia tempo que não entrava lá, e bem hoje teve uma parte que ficou interessante.

Essa aqui de baixo é ótima, porque muitas vezes nós criamos expectativas que são tão baixas que não chegam a ser necessariamente expectativas, mas ainda assim não são cumpridas. E como não se pode ensinar truques novos a um velho cão, nós é que temos que aprender a mudar, ver as coisas de outra forma e afins.

Parece até que quem está errado sou eu. É demais querer ouvir um "obrigado" às vezes?




domingo, 2 de dezembro de 2007

Felipe


Levanta a cabeça, rapaz. Você é o único a não ter culpa nenhuma nisso tudo. Nós é que te devemos agradecimentos.

E eu, que uma vez jurei nunca mais verter lágrimas por ti, chorei hoje, Corinthians.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Primeira Impressão

Dizem que a primeira impressão é a que fica, mas eu pelo menos já vi provado por A + B que isso é lorota. Quem se interessaria tanto por alguém que, logo na primeira noite, vomita numa festa porque "caiu a pressão"? Ou mesmo um cara que senta na sua frente, sorri, bate papo e paga pau pra menina ao lado? Mas ainda assim a gente consegue relevar a situação e mudar tudo, porque é meio óbvio que primeiras impressões podem ser erradíssimas.

Não só de pessoas, porque tem uma porção de bandas que, à primeira ouvida, foi uma "Afe, que merda é essa?" pra dali um tempo estar dizendo "É, bem legal", como foi o Manic Street Preachers ou mesmo o Keane, sendo que pra esse teve até som entoado no talo, e mais um tanto de partes mais chatas. Ainda assim, foi a primeira impressão que foi errada (ah, o Beck teve isso também comigo).

Mas voltando às pessoas, chega a ser irritante como tanta gente "fecha" a cara e nem quer mais saber dos outros, não vai com a cara às vezes sem motivo e fica por isso mesmo. Ou nem chega a tanto, mas cria uma indisposição mais enraizada que jatobá na Bahia, e isso em 5 minutos. Parece, na verdade, minha mãe que, depois de 5 ou 10 minutos, decidiu que "Cidade de Deus" era uma merda de filme e não ia ficar acordada pra ver, mesmo com a opinião pública e até a da Veja contra ela. E o duro é que isso não é coisa de gente mais velha, not at all. Molecada e "jovens" adultos muitas vezes fazem a mesma coisa.

Claro que tem coisa que é chata ou ruim mesmo, e gente com quem o santo não bate nem depois de reza braba, mas por que não dar essa chance só lá pela terceira vez? Afinal, mulheres, que impressão nós, homens, faríamos de vocês se tivessemos a sorte de conhecê-las na TPM?

Às vezes, ainda é o contrário, porque a pessoa vai com a sua cara, e você tem a bendita impressão de que todo mundo não gostou, achou ruim, detestou, odiou, e tem mais é que sentar "o dedo nessa porra". Seja algo que você fez, seja você mesmo. Mas a maldita é, no fundo, a mesma, e talvez ainda mais difícil de lidar, porque não dá muito pra deixar de lado, já que você vive consigo mesmo.

Acho que, no fundo, escrevo isso porque essa semana me veio como eu mesmo tenho problemas com isso, especialmente a segunda parte. Acho que sou mais crítico pra música e filmes, mas com pessoas bem aberto (ui!), tanto que é bem difícil eu não dar um parecer inicial diferente de "Gente boa" pras pessoas, como já me zoaram bastante. Mas quando é comigo mesmo, a coisa muda. Você pode até ficar no bar até 2 da manhã sendo que ia embora às 23h que eu ainda vou achar que a pessoa não foi com a cara ou ficou porque não tinha coisa melhor pra fazer. Chato, né? Mas ainda mudo isso! rs

(e pelo amor de Deus, não estou pedindo pras pessoas terem pena de mim, até porque acho que tive bem clara algumas demonstrações de como já estive errado, e até vivo uma delas)

Aproveito pra agradecer uma das pessoas que conseguiram me fazer ver que ainda posso causar uma boa primeira impressão, e sem orkut ou MSN pra ajudar, nem mesmo álcool. É isso que faz a esperança ficar viva de que eu ainda chego lá. Coloco uma foto nossa, que não reflete de forma alguma como eu gosto dela, mas ainda assim... é ótima! E não é bafo, eu que fiz careta na hora da foto mesmo.

E, pra quem fica, "beeeeeeeeeeeeeejo".

* * *



terça-feira, 20 de novembro de 2007

Pérolas

(vagando pelas ruas de Ouro Preto)

- Ah, velho, a gente fica mesmo inventando umas coisas pra isso de CS, mas o mais comum é o Casual Sex mesmo. Nunca tinha ouvido essa?

- Um amigo meu diz que isso de sexo casual é muito mal visto. O cara nem conhece a menina, e ela vai querer deitar a cabeça no peito, fazer carinho. Ele diz que o ideal seria fazer, e quando acaba, o cara vira de lado. Quando volta, a mulher sumiu e aparece uma mesa com cerveja e dois chegados dele pra bater papo e falar do sexo.

- Mas ele aparece de roupa já?

- Daí é problema dele, sei lá.

* * *

A velha sabedoria mineira, em homenagem ao Sr. Ilustríssimo Embaixador Ricardo. Colega.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

a.k.a. "the Nicest Man on Rock"

Outro dia ainda, lendo a revista Rolling Stone pude fazer duas constatações. Uma que a revista ainda precisar comer muito arroz com feijão, e outra: Dave Grohl é um cara legal.

Ele deu uma entrevista logo antes de soltar o novo disco do Foo Fighters, Echoes, Silence, Patience and Grace, e era uma coisa muito legal de se ler, ainda mais considerando a imagem de um cara meio doido que ele é, ou mesmo o esteriótipo do "rock n' roll star". Ele fala de família, de como é importante ter essa base, que eles são até mais importantes do que música na vida dele, e por aí foi. A descrição da filhinha dele, Violet, é uma coisa fofa, por sinal. Queria que meu pai tivesse me feito escutar Amy Winehouse desde pequeno. Se bem que, em 1984, era mais fácil ele ter colocado Metallica - ou algum metal farofa, meda. Mas o fato é que a entrevista dele é muito "bonitinha", bem pra família ler, achei meio estranha, só que é meio assim mesmo.

Daí, lendo a Q, revista realmente bacana mas que tem listas do tipo "The Greatest British Albums Ever!" a cada 4 edições - não sei como conseguem inventar tanta coisa! -, ele ainda fala justamente sobre a Rolling Stone, sobre como metade dela tem propaganda e questiona a credibilidade de uma revista de música que só tem 25% do conteúdo sobre música. Na real, a Q fica com umas coisas de querer palavrão, resposta mais "uh!" e afins. Tive o prazer de redescobrir uma delas que comprei nos EUA, em 2005, com uma baita entrevista dele, falando do suícidio do Kurt Cobain e coisas mais "sérias" ou polêmicas. Ainda assim, ele é um cara legal.

Isso sem contar os covers que dá pra achar na net que ele fez, de Led Zeppelin ("Starway to Heaven") a Creed (a engraçadíssima "With Arms Wide Open", que merece isso e pior). Mas tem um vídeo que é muito bom (MUITO!), por dois motivos: é legal em si - como não gostar de "Tiny Dancer", do Elton John? - e mostra que ele gosta de "Almost Famous", um dos meus filmes favoritos. Dave Grohl é um cara legal. Salve o YouTube! (sorry, não postei nada, então deixa a bunda mole de lado e vá atrás)



Sem contar que ele é baterista dos bons, e todo santo álbum em que ele resolve ajudar, a coisa melhora: Queens of the Stone Age e até mesmo o segundo da Juliette and the Licks. Não sabia que era ele? Pois é. Não é a toa que a própria Q o chamou de "the Nicest Man on Rock". Agora você sabe, e admita: ele não é mesmo um cara legal?

sábado, 3 de novembro de 2007

Foto


"Video's a poor excuse, I know. But it helps me remember... and I need to remember... Sometimes there's so much beauty in the world I feel like I can't take it, like my heart's going to cave in. "
-- Ricky Fitts

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Foto tirada na Marginal, numa sexta-feira de muito trânsito. Como sempre, em São Paulo, um lugar onde curiosamente tal beleza é fruto da poluição. Ironias da vida.