quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Chama a Marta, Dunga!

Olha, eu ia escrever um post bacana, tinha pensado em umas 3 coisas, uma delas uma "homenagem" que vem no fim de semana, mas depois de ligar a TV, não deu outra. Vou começar uma campanha:

CHAMA A MARTA, DUNGA!

Puta merda, quem viu o gol dela sobre os EUA ontem, no mundial da China, vai ter que dar o braço a torcer, mesmo que não goste de futebol. Obra-prima.

Morra de inveja, Ronaldinho Gaúcho, seu feioso.


quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Missiva

São Paulo, Brasil

Caro Edward Louis Severson III,

escrevo aqui a carta que sempre tive vontade de escrever para vocês. Curiosamente, eu que escrevo tanto, gosto tanto de cartas e não tenho maiores problemas em escrever em inglês, nunca o fiz. Falta de tempo, falta de um endereço... ou talvez simplesmente o medo de não ter uma resposta, e com isso ficar um tanto quanto desiludido. Coisa de fã.

Sabe, nem sei bem por onde começar, e acho que vai ser pelo fim. Esses dias eu tive uma felicidade enorme, quase sem tamanho, pra falar a verdade, e foi simples. "Redescobri" vocês, como que pela primeira vez, como uma criança que ganha brinquedo novo, sabe? Aquela coisa de "Meu Deus, como isso é bom!", mas com consciência, com o gostinho do novo de novo. Tanto que, desde então, só não tive a chance de ouvir de cabo a rabo dois discos, "Binaural" e "Riot Act". Mas o meu xodó... ah, o maravilhoso "Live On Two Legs", meu primeiro e favorito disco, esse já foi devorado, como já o fizera tantas vezes ao longo dos anos, desde 1999, ano em que os decobri de fato.

Curioso como toda uma geração no Brasil (e no mundo, eu diria) foi levada pelo Guns n' Roses, ou pelo Nirvana, enquanto que vocês fizeram seu barulho e, apesar de eu quase ter pertencido à primeira turma, só terem me "batido" coisa de quase 10 anos depois de lançarem o disco que para muitos é o que vocês fizeram de melhor. Não pra mim, infelizmente, apesar de "Even Flow" e "Black", por exemplo. O que me cativou, logo à primeira ouvida, foi o "Vs", disco que tem a música que digo com segurança: é minha favorita. Foi a primeira, e isso mesmo tendo visto o clipe de "Do The Evolution" em 1998 mesmo (aliás, sabia que fiz um trabalho final de comunicação, sobre Comunicação de Massa e o clipe? Me valeu um 10 redondíssimo!). Mas o fato foi que vocês vieram, fizeram as apresentações, e ficaram. Por isso, eu agradeço. Explico.

Confesso que na época eu estava indo pelo caminho sem volta do "Gosto de tudo um pouco", até mesmo ouvindo coisas de BSB pra baixo e cantando, mesmo um pagode ou outro. Mas conto isso não com vergonha, mas sim com um sentimento de gratidão a vocês e ao Rodrigo Duente, que me emprestou o tal disco que fez a diferença. A partir daí, comecei a mudar os gostos, e isso foi um processo complicado que teve a ajuda de dois grandes amigos, Marcos e Juliana (Berdz), já que meus pais ouvem de tudo e uma boa parte dos meus amigos também. Hoje, se entendo alguma coisa de música e posso dizer que tenho bom gosto, devo isso demais a vocês, que me deram a mão e mostraram por onde ir. Curiosamente, aliás, a imagem por trás do disco é de uma mão. E sim, eu sei que o disco se chamaria "5 Against One". Não ligo.

Sabe, quando comecei a ouvir vocês pra valer e correr atrás dos discos antigos, já que até então tinha apenas o ao vivo e "Vs", passei a ler sobre vocês, a briga com a Ticketmaster e ver clipes, mas o engraçado era entrar numa sala de bate-papo com seu nome, noite após noite. Me divertia horrores.

Mas, voltando ao começo, ou seja, o fim, fico grato. Hoje tive um dia de overdose, vi todos os clipes e apresentações que consegui, revi meu "Single Video Theory" (meu único DVD de música, presente da Thelma) e percebi que vem desde o último álbum, que me fez sentar e os ouvir novamente, sem pensar em como o que tinha sido feito antes era melhor. "Wasted Life" e "Worldwide Suicide" entraram para as favoritas, que caberiam em alguns Top 5 e sem ordem, porque pérolas como "Given To Fly" ou mesmo "Smile" não podem ser colocadas em ordem. Não dá. Nem mesmo para músicas "só" legais como "Love Boat Captain". Poderia ir nessa lista por horas a fio, e ainda assim mudar a ordem até desistir, e não é por isso que escrevo.

Escrevo em agradecimento, pura e simplesmente. Agradecimento por fazerem dos meus dias experiências melhores, por falarem "por mim", por me deixarem emocionado, por me mostrarem qu eu consigo, sim, realizar sonhos por conta própria, por me levarem à Europa, por simplesmente estarem aí por mim e para mim, mesmo sem saber e com tantos desencontros. Chorei, e como, ao ouvir "Elderly Woman Behind The Counter In a Small Town" ao vivo na Bélgica, mas foi um choro bom, lavou a alma, ainda que algumas coisas posteriores, que ainda precisam de definições melhores do que "tristes", quase tenham colocado em cheque toda essa fanhood, se é que tal palavra existe. Agradeço também por mostrarem ao mundo que existem americanos conscientes do que se passa nos EUA, coisa rara de se achar.

E, se posso fazer um pedido, é para que voltem logo ao Brasil. Poucas coisas poderiam me fazer tão feliz quanto vê-los na minha terra que tanto amo e que tanto gosta de vocês. Mas o tempo vai cuidar disso, e tenho certeza que ele nos será favorável a todos, já que a mim foi e muito. Digo isso com um sorriso no rosto, mesmo tendo esperado 7 anos desde a minha primeira chance perdida.

Eddie Vedder e Pearl Jam, obrigado.

Do amigo e fã,

Paulo Tiago Sulino Muliterno

* * *

- Glad to have you back, Paulo.

As seis palavras que me bastariam. Só.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Malucos, e com detalhes

Martin Luther King, Jr. começou seu discurso em Washington com uma frase que entraria para a posteridade, "I have a dream", seja como referência ou como motivo de piada para Homer Simpson. Uma galera (e põe gente nisso!) lá na Bíblia teve revelações ou anúncios por meio de sonhos, e isso até livrou a pele de José no Egito. O Van Halen canta sobre os tais "dreams" e do que eles são feitos - amor e aquela coisa de que eu consigo mesmo com todos os obstáculos. Não vou falar sobre o "sonhador" de Leandro & Leonardo. Mas e quando seus sonhos não fazem o menor sentido, ou eles são pesadelos recorrentes com coisas medonhamente mundanas?

Freud colocou a coisa como, basicamente, "a realização de desejos, disfarçados ou não, satisfeitos em pleno campo psíquico", e se nós temos consciência disso, são sonhos manifestos. Já os pensamentos e desejos inconscientes que ameaçam acordar a pessoa são chamados "conteúdo latente do sonho". Bonito, né? Pois é, mas como a gente vai chamar de "desejo" se atrasar pra uma entrevista estranhíssima às margens da Marginal Pinheiros porque o ônibus saiu da sua casa, foi pra USP em coisa de 10 minutos e subiu numa árvore? Ou mesmo estar subindo uma rua perto da sua casa, sendo que não tem céu, e de repente seus amigos passam rolando, pelados, abraçados uns aos outros? Sem contar que dá pra chamar pesadelo de "desejo inconsciente"? Claro, se o sujeito é masoquista e sonha com chicotes, bom pra ele, e Freud até disse que isso é resultado de desejos sádicos, mas pesadelos com morte, por exemplo, que interrompem os sonhos são o quê, então? O pessoal lá na ilha do "Lost" deve saber bem, porque tem cada coisa de louco...

Claro que muita gente prega simbologia para os sonhos, o que não quer dizer que sonhar com uma palmeira ou palmito é sinal de que o cara ou a menina estão no repouso do lar com os dentes cravados na fronha do pobre travesseiro. Mas, como eu disse, acabei por indo pesquisar umas coisas quando vi que todo santo pesadelo que eu tenho acontece na escola ou tem a ver com meu trabalho que, por sua vez, é onde? onde? onde? Numa ESCOLA! Isso ae! E o que me veio? "ESCOLA — Na vida: experiência. No amor: crescimento." Se for isso tá até que bom, porque sonhar, por exemplo, que sua professora de biologia do colegial é amigona de uma pessoa que você conheceu tempos depois, estando no colegial com 23 anos, só pra ver ela contar seus podres e falar das suas pernas é realmente algo de experiência. Medo.

(como se sonhar com a Minnie e o Saddam no mesmo parque fosse uma coisa muito mais interessante)

Pra quem tem curiosidade, é só procurar alguns desses sites de manual de sonhos ou qualquer coisa que o valha. Mas que é legal sonhar, isso é, ainda mais quando você tem pessoas no meio. Quem não gosta de saber que tomou parte em um sonho? Seja sóbrio, bêbada de verde numa festa do Hawaii, rolando na rua ou pelado, é legal e eu faço questão de anotar pra contar pras pessoas depois, porque a gente vai acabar esquecendo, especialmente se os seus tiverem detalhes tão bizarros quanto os meus. Faça isso você também, e quando notar que tem uns que nem José nem Freud explicam, faça como eu: dê risada de tudo, mas fuja da escola. Eu sempre faço isso nos tais sonhos.

PS: já que eu falei lá em cima, não custou nada. Boa sorte, especialmente se tiver muito palmito. PALMEIRA — Na vida: prejuízos. No amor: solidão. PALMITO — Na vida: bons negócios. No amor: felicidade.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Foto

Porque me deu vontade de postar uma foto, de que eu gosto, e sem o menor sentido. Praticamente um albergue.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Cântico XIII

Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.

-- Cecília Meireles

* * *

Eventualmente, sento com calma e escrevo um post maluco sobre sonhos. Tive um outro dia que prova que minha sina, além de sonhos sem pé nem cabeça, é a de sempre - sem tirar nem pôr - que vem coisa ruim vem a escola junto. Afe!

E a Cecília manja. Fato!

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Is It Any Wonder?

Não poderia ter tirado as palavras da minha boca de maneira melhor, Tom... e isso me assusta. É pra mim? [2]

* * *

IS IT ANY WONDER?
-- Keane

I.. I always thought that I knew
I'd always have the right to
be living in the kingdom of the good and true and so on
But now I think I was wrong
and you were laughing along
And now I look a fool for thinking you were on...

My side,
Is it any wonder I'm tired?
Is it any wonder that I feel uptight?
Is it any wonder I don't know what's right?

Sometimes it's hard to know where I stand,
It's hard to know where I am,
Well maybe it's a puzzle I don't understand.
Sometimes I get the feeling that I'm
stranded in the wrong time
where love is just a lyric in a children's rhyme, a soundbite

Is it any wonder I'm tired?
Is it any wonder that I feel uptight?
Is it any wonder I don't know what's right?
Oh, these days, after all the misery made,
Is it any wonder that I feel afraid?
Is it any wonder that I feel betrayed?

Nothing left inside this old cathedral,
just the sad, lonely spires,
How do you make it right?

Oh, but you try,
Is it any wonder I'm tired?
Is it any wonder that I feel uptight?
Is it any wonder I don't know what's right?
Oh, these days, after all the misery made,
Is it any wonder that I feel afraid?
Is it any wonder that I feel betrayed?

domingo, 12 de agosto de 2007

O Conto Da Ilha Desconhecida

Não sou de fazer isso, mas esse vale a pena... teatro bom, barato (R$10,00 a meia, para todos) e literário, ainda mais de um livro que poucos conhecem. Saramago causa medo só de ser pronunciado, mas O Conto Da Ilha Desconhecida, um conto, é bom e fácil de ler. Imperdível! E ver uma adaptação tão competente e simples, gostosa, num teatro pequeno, que nos coloca pertíssimo dos atores num cenário simples e tão bem aproveitado, sem restringir o espectador, faz valer mais a pena ainda. Nem demorado é (pouco mais de uma hora)!

Programão, recomendo a todos! Vai dar mais vontade ainda de reler o livro, e pode mostrar bem para algumas pessoas como nossas "ilhas" estão mais perto do que imaginamos. Como sempre estão.

* * *

(do site Guia da Semana)

"O Conto Da Ilha Desconhecida possui a idéia de um espaço-tempo distante, que abriga os desejos humanos e representa a vitória da imaginação e da criatividade sobre as verdades estabelecidas. Um homem pede ao rei um barco para ir em busca de uma Ilha Desconhecida.

O espetáculo da companhia Pé na Porta é uma parábola sobre a necessidade humana de dar sentido à vida, por meio da realização dos sonhos pessoais, por mais impossíveis que sejam."

Local: Teatro Fábrica São Paulo - Sala 1
Data(s): 4 de agosto a 25 de novembro.
Horário(s): Sábado, 17h; domingo, 16h.

domingo, 29 de julho de 2007

Seja estúpido!


"Honestly, if you're not willing to sound stupid you don't deserve to be in love."

A frase dita por Amanda Peet, no filme "De Repente É Amor" (em inglês, "A Lot Like Love"), diz bem qual a sensação de se estar apaixonado... não apenas soar bobo, mas SER bobo. Ser tonto, se deixar levar, ter sorrisos bobos que ninguém explica. Achar que tudo tem mais graça do que elas realmente têm, e se ninguém entende, paciência. Não são todos que têm a sorte de se encontrarem em tal estado de espírito. Tudo bem que cantar Bon Jovi super desafinado não é exatamente algo que eu faria, mas vale a intenção, não é Ashton?

Ou seja: não sinta vergonha, se jogue, entre na coisa. Afinal de contas, a gente nunca vai saber se é a coisa certa se não tenta, e tem como tentar sem ir a fundo? Drummond mesmo falou sobre isso ("A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."), ainda que não fosse sobre exatamente a mesma coisa, mas se pensarmos, é bem por aí... ir a fundo pode ser o caminho para a dor, mas se correr esse risco além de necessário, vale a pena. Poucas situações nos dão a oportunidade de fazermos tudo que temos vontade e ainda assim gostar disso, nos sentirmos bem, sem nos importarmos com as reações alheias.

Tanta gente se preocupa com o que os outros vão dizer, mas numa relação assim vale a pena manter em mente que são duas pessoas, e mais ninguém. O famoso "nós dois e o resto do mundo", que passa a ser verdade à medida que nos dedicamos mais e mais a esse mundinho particular e bobo que é o de quem está com o coraçãozinho palpitando por um outro alguém. Se você acha que merece amar alguém, estar apaixonado, não se reprima, afinal são só você e ele(a).

Seja estúpido(a), e se esforce para garantir que seja o tanto quanto conseguir. Eu faço a minha parte, e às vezes consigo.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

JJ 3054

O que mais vai ser preciso acontecer até que seja feito algo pra acabar com tudo isso, essa crise toda? A verdade é que dói viver num país onde é preciso ver mais de 180 pessoas perderem suas vidas pra que um aeroporto cheio de problemas pare de causar riscos. Isso SE algo acontecer.

Dói saber que muitas pessoas que voltavam pra casa nunca o fizeram e, pior, é pensar que aqueles que esperavam por elas não mais poderão abraçá-las e beijá-las. Apenas chorar seus mortos, e entrarem em eternas brigas por um mínimo de justiça.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Au Paris...




ai, ai

Regarder le Hôtel de Ville te fait l'aimer d'avantage, mais quelque chose manque.

Et maintenant, 4.